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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

SOMOS NORMAIS

“... Eu nunca vou dizer que não conheço, mesmo que eu tenha de morrer com o Senhor!” Mt 26.35

“Será que vocês não podem vigiar comigo nem uma hora? Vigiem e orem para que não sejam tentados. É fácil querer resistir à tentação; o difícil mesmo é conseguir”. Mt 26.40-41

“Vocês ainda estão dormindo e descansando? Olhem! Chegou à hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos maus”. Mt 26.44

“Juro que não conheço esse homem! Que Deus me castigue se não estou dizendo a verdade!” Mt 26.74

Este capítulo de Mateus é bastante interessante (eu sugiro que leia com bastante atenção e ouça o que o Espírito diz). Jesus e os discípulos vivem momentos de grande angústia: “A tristeza que estou sentindo é tão grande, que é capaz de me matar. Fiquem aqui vigiando comigo” Mt 26.38

Neste capítulo vemos alguns sentimentos aflorados. Há uma dinâmica fabulosa. Amo ler os Evangelhos e ver o meu Senhor, Jesus-Homem em seu dia-a-dia. Como isto me abençoa muitíssimo!

Nos Evangelhos Jesus nos ensina a lidar com conflitos emocionais. Nos ensina a ter a capacidade de sentir prazer, ser capaz de amar e ser amado. Ser capaz de viver, durante a maior parte do tempo, sem medo, sem culpa ou ansiedade e assumir responsabilidades pelas próprias ações. Ele nos ensina a conseguir um desenvolvimento da personalidade com um funcionamento adulto e maduro. Ele nos ensina a sermos capazes de experimentar afetos flexíveis e resolver conflitos ativamente com sucesso razoável.

Jesus nos ensina a sermos normais. Ele ensina a termos relacionamentos relativamente bons com os pais, irmãos e grupos de iguais. Termos um sentimento de fazer parte de um ambiente cultural mais amplo e ter consciência de suas normas e valores. Ele nos ensina a nos ajustarmos ao mundo externo com satisfação e sermos produtivos superando empecilhos nas diversas fases da vida, de forma satisfatória.

Em uma de suas pregações o pastor Neil Barreto disse o segui nte: “Quando se trata da Palavra de Deus é necessário mais do que orelhas para ouvir”.

Deus nos ensina coisas tremendas em Sua Palavra, mas quando apenas escutamos deixamos de ouvir o que o Espírito nos diz (e há uma tremenda diferença entre escutar e ouvir). Se estivermos tendo problemas de dinheiro, por exemplo, podemos ir ao nosso quarto e clamar ao Senhor que nos ajude e declaramos o quant o dependemos Dele, mas assim que saímos com os colegas de trabalho e gastamos uma hora toda comentando como somos sobrecarregados de trabalho, mal pagos, não reconhecidos e desprivilegiados, estamos na verdade querendo que todos sintam pena de nós. Queremos que Deus nos ajude, mas queremos a compaixão dos outros.

Por favor, entenda o que digo. Não é errado compartilhar nossos problemas de uma forma equilibrada, a questão é quando procuramos a piedade dos outros.
Muitas vezes a razão porque não conseguimos usufruir a graça de Deus é simp lesmente porque nossa atitude está toda errada. Também não há como receber a graça de Deus, enquanto estamos buscando a simpatia dos outros ou em comunhão com a autopiedade. Deus tem poder para curar nossas feridas! A carne é frágil. Não se pode depender dela. A carne diz: “Eu nunca abandonarei o senhor, mesmo que todos o abandonem” e logo em seguida diz: “eu não sei do que é que você está falando”. A carne dirá: “Sim, estarei ao seu lado”, e então irá dormir no momento errado.

A Palavra de Deus revela a fragilidade humana, este espelho nos leva a reconhecer o quanto dependemos de Deus. Freqüentemente planejamos, maquinamos, damos um jeitinho e depois descobrimos que as coisas seriam melhores sem a nossa intervenção.

Meu bem faça todas as coisas por meio de Cristo que nos fortalece. Acredite, se há alguma coisa que deveríamos estar fazendo, o Senhor nos dará a habilidade para fazê-lo. Não há como ele nos conduzir a uma situação e então deixar-nos para encará-lo sozinhos, em nosso fraco poder humano.

Deus jamais nos conduz aonde não possa nos guardar. Sua graça é sempre suficiente para nós. Em toda e qualquer circunstância da vida. Não há sentido em nos inquietarmos e queixarmos, em nos preocuparmos e trapacearmos, tentando constantemente resolver as coisas, desgastando-nos e ficando completamente frustrados e confusos.

Termino com um conselho do pastor Neil Barreto(Igreja Batista Betânia – RJ): “Amplie a vossa capacidade de ouvir. Não troque o foco da sua audição. Não seja como uma esponja, não absorva tudo o que ouve sem filtrar primeiro. Filtre tudo o que chega a você”.

Shalom!

Por Regina Lopes

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