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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Onde está o fundamento da nossa relação com Deus?

O desânimo nos faz desistir da
obra do Senhor? Adoramos apenas quando estamos alegres? Precisamos sentir um
arrepio para saber que Deus está presente?

Os sentidos físicos são fundamentais para a comunicação do homem com o mundo
material. Por meio deles, o corpo transmite impressões à alma, produzindo
emoções e sentimentos. Entretanto, tais faculdades físicas e psicológicas não
são eficazes em relação ao mundo espiritual, tendo apenas uma participação
secundária e eventual. Como disse Paulo, embora Deus não esteja longe de cada um
de nós, não podemos localizá-lo por meio do tato (At. 17.27 ). Também não somos
capazes de ver o seu rosto.

É verdade que os sentidos são úteis porque por meio deles recebemos a Palavra de
Deus. "A fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Rm. 10.17). Uma vez
gerada em nós, a fé passa a ser o fator dominante na nossa relação com o Senhor.
O mais importante não é o que vemos ou o que sentimos, mas o que cremos com base
na Palavra de Deus. Está escrito: "O justo viverá pela fé." (Hb. 2.4.)

Nossa vida não pode ser conduzida exclusivamente pelos sentidos físicos, pois
eles estão sujeitos ao engano. O mal está por toda parte e, muitas vezes, se
apresenta com boa aparência (2Co. 11.13-14). É o lobo com pele de cordeiro (Mt.
7.15). Podemos comparar essa realidade àquele episódio, quando Jacó se cobriu
com a pele de um animal para se fazer passar por seu irmão Esaú. Os sentidos
físicos de Isaque foram enganados, principalmente porque um deles, a visão, já
não funcionava (Gn. 27).

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